Transição na Coordenação da Rede Brasileira de Reprodutibilidade
- Rede Brasileira de Reprodutibilidade
- há 7 horas
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Com as eleições para representantes das categorias grupos, sociedades, periódicos e membros individuais para atuar na Coordenação, a Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR) vive um momento especial de transição.
Despedidas
Após dois anos de dedicação intensa, Roberta Andrejew e Raquel Freitag, ambas fundadoras da Rede, encerram sua gestão na coordenação. Sua atuação foi fundamental para consolidar a RBR como espaço de diálogo, cooperação e promoção de práticas de ciência aberta e reprodutível no Brasil.
Neste momento de transição, damos espaço às palavras delas.
Roberta Andrejew:
"Fazer parte da criação e do trabalho da Rede Brasileira de Reprodutibilidade trouxe uma onda de esperança e otimismo: ver o engajamento de muitas pessoas em prol de uma ciência melhor e, ao longo do caminho, conhecer pesquisadores incríveis. Este é um dos projetos de que mais me orgulho da minha carreira até então. Acompanhar seus primeiros passos, seu amadurecimento e seu crescimento me deixa muito confiante com o caminho que está sendo seguido e com o futuro da ciência no Brasil. É um projeto que acredito profundamente e que tem um verdadeiro potencial de promover mudanças na cultura científica. Juntos, podemos tornar a ciência brasileira mais reprodutível, transparente, ética, acessível a todos e colaborativa."
Raquel Freitag:
"Para mim, reprodutibilidade não nunca foi luxo ou moda, sempre foi por necessidade de sobrevivência. Em um cenário de recursos escassos e grande demanda, com pressão para produzir em tempo definido, a padronização de processos e o compartilhamento de produtos derivados permitem a otimização dos recursos para avançar no conhecimento. Mas, especialmente no cenário das humanidades, falar em padronização e em compartilhamento muitas vezes conflita com concepções fortes de subjetividade e autoria. Eu pensava que era só nas ciências humanas, mas descobri que em outras áreas os problemas se repetiam, e me parece que esse foi o grande aglutinador da Rede Brasileira de Reprodutibilidade. A participação na construção desta rede, neste momento inicial, foi ao mesmo tempo privilégio e desafio que marcam minha carreira com afeto e me motivam a continuar, como alguns dizem, “pregando a minha seita”..."
Em nome de toda a comunidade, expressamos nossa profunda gratidão pelo trabalho realizado na Coordenação, pela visão pioneira e pelo compromisso com a integridade científica. Ambas seguirão contribuindo com a Rede em outros projetos.
Novos representantes eleitos à coordenação
É com bastante satisfação que apresentamos os quatro representantes eleitos para a coordenação da Rede. A nova coordenação passa a integrar representantes das novas categorias criadas na Rede em 2025, conforme descrito nos nossos termos de referência.
Os representantes eleitos são:
Olavo Amaral (Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade) – Representante de Grupos-membro (reeleito)**
Ísis Paiva Trajano – Representante de Membros Individuais e Embaixadores
Átila Alexandre Trapé (Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde) – Representante de Periódicos-membro
Carlos Herold Júnior (Associação Brasileira de Editores Científicos - ABEC) – Representante de Sociedades-membro
Além dos novos representantes, seguem na coordenação: Carmen Penido (Fiocruz) – Representante de Instituições-membro, Renato Santos (Reprodutibilidade Computacional Bio) – Representante de Grupos-membro e Ricardo Ceneviva – Representante de Membros Individuais e Embaixadores.

Nova coordenação da Rede Brasileira de Reprodutibilidade.
Saiba mais sobre nossos coordenadores aqui.
** Olavo Amaral, fundador da Rede, se reelege como representante da categoria de grupos, que conta com duas cadeiras, assim como a categoria de membros individuais.
