Retiro de Boas-Vindas do PDE 2026–2027

De 26 a 28 de outubro, a Rede Brasileira de Reprodutibilidade recebeu a coorte 2026–2027 do Programa de Embaixadores em um retiro presencial de boas-vindas no Hotel Rural Vale das Nascentes, em Salesópolis (SP). Estiveram lá a nova turma de Embaixadores, a coordenação e a direção executiva da Rede.

Foram três dias para nos conhecermos, discutir os quatro eixos de atuação da RBR (Comunidade, Advocacy, Metaciência e Treinamento) e pensar no que é possível realizar em cada um deles nas diferentes áreas do conhecimento.
O que fizemos
World Café sobre os eixos da Rede. Em grupos, passamos por quatro estações de discussão, uma para cada eixo da RBR. A cada rodada, o grupo que chegava retomava as ideias deixadas pelo anterior e as desenvolvia. Ao final dos quatro rounds, fizemos uma conversa geral sobre os pontos principais de cada mesa e, assim, começamos a pensar juntos as ações para os eixos da Rede.
Mesas por grandes áreas. Como a maior parte da turma vem das Humanidades e da Saúde/Ciências Biológicas, as mesas se concentraram nessas duas grandes áreas. Conversamos sobre a cultura de pesquisa de cada uma, suas dificuldades e oportunidades. Uma discussão geral ao final ajudou a entender melhor os desafios de cada área e os que elas compartilham.
Hackathon de reconhecimento de contribuições. A atividade faz parte de um movimento mais amplo da Rede para repensar o engajamento e o crédito em seus projetos. A partir de relatos anônimos sobre trabalhos que costumam ficar invisíveis, como organizar eventos, documentar reuniões ou acolher pessoas novas, discutimos como reconhecer quem colabora. A condução ficou com nossa assessora de direção executiva, Ana Carolina Marinho, que trouxe sua experiência com reconhecimento de contribuições na FORRT (Framework for Open and Reproducible Research Training). O próximo passo é estruturar essa discussão em documentos, começando pela Carta de Reconhecimento.
Os GTs do próximo ciclo. Saímos do retiro com os grupos de trabalho que vão concentrar a atuação da Rede:
GT Financiadores: mapeamento e recomendações para financiadores no Brasil
GT OS Retreat: organização de um retiro de ciência aberta em parceria com colegas nacionais e internacionais
GT PDIs: mapeamento de práticas de ciência aberta nos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs) das universidades
GT ReproducibiliTea: organização dos encontros do ReproducibiliTea
Quem quiser participar de algum dos GTs pode entrar diretamente no canal dele no nosso Zulip, pelos links acima.
O que levamos para o próximo ano
A Carta de Reconhecimento da RBR. A Carta de Reconhecimento da RBR. Do hackathon saiu a primeira versão da carta, que define o que a Rede entende por contribuição e traz propostas para testar no próximo ano, como certificados que descrevam as atividades de cada pessoa e o registro da participação como atividade de extensão.
Grupos de trabalho e projetos para o próximo ano. Apresentamos os GTs e projetos da Rede, e cada pessoa indicou onde quer se envolver.
O que ficou das conversas
Ao longo dos três dias, muitas falas ficaram com a gente. O embaixador Gabriel Colissi Martins (UFRGS) contou que, na graduação, só um professor falou de ciência aberta, e que:
“se fosse mais frequente, seria mais fácil mudar esse pensamento”.
Para a embaixadora Angélica Conceição Dias Miranda (FURG),
“o reúso de dados de pesquisa tem sido fundamental para a integridade acadêmica”.
E Ana Carolina lembrou que a academia ainda é um espaço muito hierárquico, atravessado por desigualdades de gênero, classe e raça:
“a gente precisa tomar cuidado para que a ciência aberta não reproduza essas mesmas desigualdades”.
Boas-vindas à nova turma! 💚
Alan Queiroz da Costa (UPE)
Angela Maria de Oliveira (UEPG)
Angélica Conceição Dias Miranda (FURG)
Carlos Henrique dos Santos (Unicamp)
Cristina Oliveira Romanin (Unicamp)
Gabriel Colissi Martins (UFRGS)
Julia Soto Rizzato (Unicamp)
Myrella Katlhen de Araujo (UEMA)
Myrna Elis Ferreira Santos (UFAL)
Pablo Rogers Silva (UFU)
Sinomar Soares de Carvalho Silva (UFT)
E, para quem quer começar, fica a sugestão da nossa codiretora Eduarda Centeno: o principal é se informar e buscar pessoas que ajudem a entender o contexto da instituição e quais práticas podem ser adaptadas a ele. "E a Rede é um ótimo ponto focal para isso."
Agradecemos a todas as pessoas que estiveram em Salesópolis e fizeram desses três dias um começo tão bom.
Que venha a coorte 2026–2027!




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